O Caminho mais perto do amor é ele próprio!

sábado, 25 de fevereiro de 2012


Queria poder escrever sobre a casa amarela que implodiu um coração e soterrou nela a crueldade disfarçada de amor de quem a construiu. Queria poder escrever sobre o amor desbotado que não sobreviveu às paredes pintadas e aos móveis caros. Queria poder escrever sobre o azul dos olhos molhados de mar do menino que contempla a grandiosidade das águas salgadas em suas fotos rasgadas. Queria poder escrever sobre a artista que borda delicadezas ao redor de personagens clássicos e os adorna com poesia, mas que tem a melancolia como sua grande meta a ser vencida. Queria poder escrever sobre a separação desastrada de um casal que ainda se amava e precipitou uma bifurcação em suas novas estradas. Queria poder escrever sobre a menina que desabrochou sua sexualidade da maneira mais pura e genuína e descobriu tanto prazer que agora desenha versos em seus comentários diversos. Queria poder escrever sobre o abraço que eu não te dei. Queria poder escrever sobre o e-mail desesperado que pedia conselhos sábios e que não pude responder com meus conhecimentos flácidos sobre os amores idos. Queria poder escrever sobre as saudades que invadem pensamentos na hora mais bonita da tarde. Queria poder descrever o sabor daquele beijo roubado. Queria poder escrever sobre a tentativa de esquecer que um novo ano começou e que ainda nada, absolutamente nada mudou. Queria poder escrever sobre a sua agonia de estar apaixonado pela sua melhor amiga. Queria poder escrever a palavra escondida para desatar o nó que não te deixa descomplicar tua vida. Queria poder escrever até amenizar tua vontade de estar comigo. Queria poder escrever sobre o teu romance clandestino e virtual, sobre o teu desejo de viver um sonho real, sobre a tua capacidade de chorar nas entrelinhas de um bilhete colorido. Queria poder escrever a minha vontade de conhecer além do avatar de tantos e tantos amigos. Queria poder escrever sobre o que não pôde ser escrito. Queria poder consertar, encher de alegria e renovar tantos corações partidos.

Marla de Queiroz
Lygia

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